"Para se fazer uma arte bela, boa e bonita é preciso que não se responda, que não se tomem lados ou verdades. Com as dúvidas nós nascemos e com elas morreremos. O que é eterno em nós é a incerteza do finito e infinito. Aqueles que responderem serão esquecidos por terem sido finitos, aqueles que não responderem serão esquecidos por terem sido infinitos. Os eternos nos deixarão a interrogação, nos virarão contra nós mesmos em uma sala de espelhos."
" Sensibilismo é tudo aquilo que envolve o tudo e o todo. É a vontade de sempre conseguir se enxergar cada vez de mais longe, para abarcar a todos, e a vontade de sentir cada vez mais perto, para fazer com que a distância não nos leve a pensar que os outros são pequenos ou menos importantes. Olhar a tudo, sentir de perto. O sensibilismo é a junção de todas as áreas das ciências, filosofias, religiões, artes, culturas, povos, línguas, mentes, corações. É o reconhecimento de si no outro. É o bom uso do conhecimento. É a busca da autoprofundidade, do verdadeiro eu. Sensibilismo é o sorriso dado ao atendente. É a quebra da corrente de stress e agressividade que se gera quando alguém é ignorante com outra pessoa. Ao invés de ficar com raiva de ter sido agredido e se estressar, acabando por descontar na mãe ao chegar em casa, ou no marido, ou filhos, o sensibilista destrói a negatividade, destrói os ciclos viciosos e finaliza textos repetitivos como este."
Essa primeira postagem é praticamente destinada para quem já conhece o sensibilismo. Serão colocadas abaixo apenas algumas características e um pequeno texto de minha autoria para descontrair. As características serão colocadas aos poucos, e de acordo com a produção dos artistas os textos serão postados.
– Características Sensibilistas:
II – Desapego a um molde do personagem: Não há uma estrutura fixa do personagem, cabendo ao leitor se identificar com o personagem e sentir e saber que ele também pode ser mais sensibilista, que ele pode ser protagonista de uma estória, que ele também pode ajudar, pode modificar e pode ser diferente da grande maioria cômoda.
III - Priorizar contos: Em primeiro plano os escritores que se dedicarem devem começar escrevendo contos, pois sabemos que a grande maioria da população brasileira tem preguiça de ler, e queremos atingir a todos, sendo assim a melhor forma de aproximar o leitor ao texto é evitar aqueles livros volumosos e pesados. A princípio queremos priorizar os contos depois os escritores poderão se sentir a vontade para escrever os livros e divulgá-los.
Biografia de um normal
Eu quando criança, sempre muito libertário, aprendi a destruir os limites que impunham à minha imaginação. Com isso tornei-me uma pessoa muito criativa, fazia todos os tipos de artes e invenções. Eu queria fazer algo GRANDE, queria ser lembrado. Quem não quer ser lembrado? Quem não quer ser amado? Amado por todos ou por apenas um, mas nós queremos mesmo é sermos amados, pois essa é a única maneira que encontramos para saber de fato que estamos realmente vivos. Nossa busca é a busca do outro.
Então com toda essa criatividade genial, claro que eu tinha plena certeza de que não seria apenas mais lã branca. Eu adorava escrever! Seria um GRANDE escritor! Sim, escreveria sobre as verdades universais! Os sentimentos comuns a todos! Levantaria GRANDES questionamentos entre os povos! Eu estava certo, eu era perfeito para isso. Quem mais além de mim? Eu conhecia a profundeza humana, só eu poderia falar com uma linguagem tocante sobre tudo que há em nós. Eu estava certíssimo! Não perdi tempo, assim como aquela GRANDE pessoa muito importante eu
Vim, vi, voltei.
Você não sabe como a guerra estava feia quando eu cheguei! Todos estavam se empurrando, se acotovelando, pisando um no outro, todos queriam ser GRANDES! Se eu dissesse vocês não acreditariam, mas eles chegavam a matar para poder conseguir. Sim, eu voltei. Voltei por que minha mãe esteve doente e precisei trabalhar nos negócios da família em troca de nosso sustento e dignidade. Acabei por largar a faculdade de letras. Essa coisa de escrever é para pessoas que não têm o que fazer. Eu nunca gostei de escrever mesmo. Eu nunca escrevi um livro e jamais escreveria. Eu depois de muito tempo procurei meus erros no passado e acho que encontrei. Eu deveria ter pensado de outra forma, ao invés de ter pensado daquela maneira. Deveria ter querido SER grande, um grande ESCRITOR, FAZER algo grande. Mas agora é tarde. Minha lã é branca e faz parte de todo o rebanho. De vez em quando os GRANDES me cobram um pouco dela para deixarem que eu continue no rebanho deles. Não escrevo mais. Nunca mais escreverei.



E o que sei sobre nós?
ResponderExcluirSomos uns sinceros num mundo onde hoje isso deixou de ser uma qualidade. As pessoas normais nos preocupam mais e mais, a cada dia, e nos fazem querer mostra-las a solução dos problemas em suas vidas. O modismo está fora de moda assim como o amor para eles, não para nós. Nossa luta em convencer os outros pelas palavras parece difícil, mas acreditamos que não será vã. Somos eternos rebeldes e inconformados com os problemas da vida de um ser humano. Mesmo assim, estendemos a mão para o primeiro desconhecido na rua.
A gente é daquele tipo discreto, mas marcante. Do tipo que experimenta um ou dois cigarros, só para ver se ele se adapta ao nosso estilo. Somos filhos dos anos 70, vivendo na mesmice de um século XXI. No nosso relógio, falta um minuto para tudo: tudo dá tempo, o tempo dá tudo. Estamos em plena campanha contra a vaidade e em prol do sensibilismo humano, tentando criar neles o amor pela realidade. Somos um apunhado geral de pessoas sem pudor de dizer eu te amo.
Resumindo, somos loucos pela vida, apaixonados pelo sorriso sincero, pelo sabor das palavras. Nos encontramos num trecho de nossas vidas e eu quero torná-lo para sempre. Diferentes,vibrantes e otimistas. Nós, sensibilistas, somos raros..
De: Deborah Para: Tibério e Gileat
Bem subjetivista esta escola. ;)
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